Fonte: Poder 360

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta 5ª feira (9.jan.2020) uma medida para restringir as ações do presidente Donald Trump no confronto do país com o Irã. Foram 224 votos a favor da limitação e 194 contrários.

A resolução, de autoria democrata, obrigará o mandatário a pedir autorização para o Capitólio antes de tomar qualquer ação militar contra o iraniano. O texto segue para o Senado –de maioria republicana– que pode votá-lo na próxima 3ª feira (14.jan.2020).

“Se nossos entes queridos serão enviados para lutar em qualquer guerra prolongada, o presidente deve uma conversa ao público norte-americano”, disse a deputada democrata Elissa Slotkin, autora da legislação. Slotkin é ex-agente da CIA e analista do Pentágono com foco em milícias xiitas.

Segundo o dispositivo, o presidente deve “encerrar o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos para se envolver em hostilidades dentro ou contra o Irã”. Uma possível ação militar norte-americana contra Teerã precisa da assinatura de ambas as Casas do Congresso para ser concretizada.

Contudo, há excessões. Uma delas é caso o Capitólio declare guerra contra o Irã ou autorize de maneira “estatutária específica” o uso das Forças Armadas para combate contra a nação persa. Além disso, o presidente pode convocar uma operação militar o uso das Forças Armadas em caso de 1 “ataque armado iminente contra os Estados Unidos”.

PRÓXIMOS PASSOS

A resolução agora está na pauta do Senado. Lá, o partido do presidente tem pequena maioria (53 a 47), mas que se mantém fiel. Segundo a Reuters, porém, 2 senadores republicanos já manifestaram a intenção de apoiar o texto vindo da oposição na Câmara.

Na Casa Baixa, 3 deputados republicanos seguiram diretrizes contrárias às defendidas pela sigla. Eles têm o mesmo entendimento dos democratas, de que Trump foi imprudente no ataque que matou o principal general iraniano, Qassim Soleimani.

Para o deputado republicano Michal McCaul, líder do partido no Comitê de Relações Exteriores da Câmara, a oposição está dividindo o país.

“Em vez de apoiar o presidente, infelizmente meus colegas democratas estão dividindo os americanos em um momento crítico, enfraquecendo nossa influência no exterior e fortalecendo nosso inimigo, o maior patrocinador do terror do mundo”, disse o governista.