Corpos dos adolescentes assassinados são levados do velório, na Arena Suzano, para enterro — Foto: Roberto Casimiro/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo

Fonte: G1

Os corpos das vítimas do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, começaram a ser enterrados na tarde desta quinta-feira (14) no Cemitério Municipal São Sebastião, na região central da cidade. O primeiro a ser sepultado foi o corpo do aluno Samuel Melchiades de Oliveira Silva, de 16 anos.

O caixão com o corpo do jovem foi levado sob aplausos. Samuel era escoteiro e gostava de desenhar, segundo os amigos. Os amigos escoteiros acompanharam o enterro uniformizados.

Corpo de Samuel Oliveira é levado para enterro no Cemitério São Sebastião, em Suzano — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

Corpo de Samuel Oliveira é levado para enterro no Cemitério São Sebastião, em Suzano — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

“Foi para a glória de Deus que Samuel morreu. Eu queria nesse momento encontrar as palavras certas para confortar o coração de vocês. É contra as regras da natureza um pai enterrar um filho. Deus está ao lado dos pais nesse momento. Nós o veremos na glória, Samuel”, disse pastor que conduziu a cerimônia.

Enterro do corpo de Samuel Melchiades de Oliveira Silva, em Suzano — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Enterro do corpo de Samuel Melchiades de Oliveira Silva, em Suzano — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Um cortejo acompanhado por familiares e amigos das vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil leva cinco corpos para o Cemitério Municipal São Sebastião na tarde desta quinta-feira (14). No total, oito pessoas foram mortas no ataque.

Embaixo de chuva, pessoas acompanham os carros que deixam a Arena Suzano, onde ocorreu o velório que reuniu cerca de 10 mil pessoas. Os veículos da funerária saem do ginásio a cada meia hora:

15h – Samuel Melquiades Oliveira Silva

15h30 – Kaio Lucas da Costa Limeira

16h – Caio Oliveira

16h30 – Eliana Regina de Oliveira Xavier

17h – Cleiton Antonio Ribeiro

Às 17h – sairá cortejo de Marilena Ferreira Vieira Umezu para a Paróquia São Sebastião, onde haverá continuação do velório.

Outro enterro

Mais cedo, o corpo de Jorge Antônio de Moraes foi enterrado no Cemitério dos Ipês. Jorge morreu assassinado pelo sobrinho na loja de carros em que era dono. Deixou mulher e três filhos de 27, 22 e 15 anos. Ele era dono de uma loja de vendas de carros usados, onde também funcionava um estacionamento e lava-jato.

Caixão do corpo de Samuel é enterrado  — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

Caixão do corpo de Samuel é enterrado — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

Corpo de vítima do massacre é enterrado sob aplausos — Foto: Bárbara Vieira Muniz/G1

Corpo de vítima do massacre é enterrado sob aplausos — Foto: Bárbara Vieira Muniz/G1

Familiares e amigos acompanham sepultamento das vítimas do massacre — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

Familiares e amigos acompanham sepultamento das vítimas do massacre — Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1

Velório coletivo

Mais de 20 coroas de flores estão distribuídas pela arena. Uma grade divide a área reservada para as famílias das vítimas, e um corredor foi montado para o público circular pelo local.

Uma missa ecumênica está prevista para acontecer no local às 11h. Os corpos sairão da Arena às 15h, com um intervalo de 30 minutos entre cada um e seguirão em cortejo até o cemitério. Eles serão enterrados no Cemitério São Sebastião, com exceção do corpo de Marilena Umezo, que será sepultado apenas no sábado (16), quando um dos filhos dela retornar do exterior.

O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, e o ministro da Educação, Ricardo Vélez, estiveram na Arena. Vélez passou diante de cada caixão e abraçou as famílias. O governador de São Paulo, João Doria, também é esperado no local.

Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

Ataque

Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região.

Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio.

A polícia diz que os dois tinham um “pacto” segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

Ainda não se sabe a motivação do crime. Foram feitas buscas na casa dos assassinos, e a polícia recolheu pertences dos dois. As famílias dos criminosos também foram ouvidas.