Na Turquia, o desaparecimento misterioso de um jornalista que visitava o consulado do país dele levantou suspeitas sobre o governo da Arábia Saudita.

O cônsul abriu as portas para a imprensa. Abriu armários e gavetas para provar que não está escondendo ninguém no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o jornalista saudita Jamal Khashoggi entrando no consulado, na terça-feira (2). Ele foi pegar documentos para poder se casar. A noiva dele ficou esperando do lado de fora. Só que Khashoggi nunca saiu do prédio.

Jamal mora nos Estados Unidos e escreve para o jornal “The Washington Post”. Ele já foi um apoiador da monarquia saudita, mas passou a criticar o regime ditatorial do seu país natal. Recentemente, denunciou o encarceramento de dissidentes.

Citando fontes na Turquia, o “Washington Post” afirma que Khashoggi foi assassinado dentro do consulado por um time de agentes sauditas enviados para a Turquia com esse objetivo.

Organizações de defesa dos direitos humanos fizeram protestos em Istambul. A Arábia Saudita disse que as acusações são infundadas.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, cobrou que os sauditas apresentem provas de que o jornalista saiu do consulado, da mesma forma que se pode provar que ele entrou.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU, os Estados Unidos e a União Europeia pediram uma investigação rápida e transparente. O presidente americano Donald Trump, que é aliado da Arábia Saudita, disse que pretende falar com representantes do país sobre o desaparecimento.