Fonte: Globoesporte RN

As inscrições para a Meia Maratona do Sol 2019 estão oficialmente encerradas. Antes mesmo do fim do prazo estabelecido pela organização, que seria até o domingo, as 7 mil vagas da prova estão completamente preenchidas para as distâncias de 21 km, 10 km e 5 km. A corrida ganhará as ruas de Natal no dia 21 de setembro, com largada na Arena das Dunas, às 16h.

O evento recebe corredores dos quatro cantos do país e conta, inclusive, com o retorno de pessoas que já moraram na capital potiguar. É o caso da professora universitária Juliana Pereira Souto Barreto, que atualmente reside em Aracaju e leciona no Instituto Federal de Sergipe. Ela conta que o amor pela corrida surgiu em uma fase de pressão de sua vida.

– Estava no meio de um doutorado, acima do peso e com extrema dificuldade de concentração. Além disso, de alguma forma, havia deixado muito da minha vida social de lado. Tudo isso em meio a uma tomada de decisão sobre continuar em São Paulo e fazer minha vida por lá ou voltar para Natal. Foi assim que a corrida entrou em minha vida – lembra.

Juliana diz que a volta para Natal, em 2013, foi um período de mudanças e descobertas. Na época, descobriu que tinha Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e começou a ler e estudar tudo sobre o assunto, mas, em paralelo, nascia a paixão por correr.

– Algo mágico acontecia e transcendia o uso de qualquer Ritalina (remédio). Aquilo era mil vezes mais curativo e regenerador do que qualquer outra terapia feita antes em minha vida (e olha que fiz muitas e de todos os tipos) – conta.

– Ao correr, estranhamente, descobri que era ali a minha encantadora zona de conforto. Era exatamente quando eu mais me movimentava, que conseguia me concentrar e pensar com clareza. Paradoxalmente, entendi que era unicamente quando eu estava correndo, que eu conseguia finalmente parar. Correr tornou-se a minha ioga – completou.

A professora universitária está entre os 7 mil inscritos da Meia do Sol, competição na qual ela participará pela segunda vez.

– Foi uma das minhas primeiras meias. Aconteceu no meu segundo ano de corrida. Estava ansiosa, mas, ao mesmo tempo, muito feliz só de estar ali naquela festa e entre os meus amigos. Terminei com 2h08. Cheguei bem. Foi uma das minhas melhores corridas. Eu a corri de coração cheio. Estava concretizada minha paixão e ela não seria algo passageiro. Aquele foi meu momento de certeza, renascimento. Fiz, enfim, as pazes com a Cidade do Sol e comigo acima de tudo. Este ano, eu a correrei novamente, cinco anos depois. Volto à minha cidade para celebrar esta grande festa, pois motivos tenho de sobra – finalizou.