Natal tem a segunda maior taxa de negros ou pardos subutilizados. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (13) no estudo “Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil”, do IBGE.

De acordo com a publicação, a capital potiguar tem o índice de 31% de negros ou pardos subutilizados, atrás apenas de Recife, com 32%. Do Norte e Nordeste, a capital potiguar tem a terceira maior taxa, logo depois de Recife (32%) e Belém (32,4%). 

Entre as grandes regiões, o Nordeste tem a maior proporção de negros e pardos subutilizados, 37,5%. A média do Brasil é menor, 29%. 
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A força de trabalho subutilizada é composta por três grupos: 1) pessoas subocupadas (quem trabalhava menos de 40 horas semanais; quem gostaria de trabalhar mais horas que as habitualmente trabalhadas; e quem estava disponível para trabalhar mais horas); 2) desocupadas (sem trabalho formal ou informal, mas que procuravam ocupação); e 3) pessoas na força de trabalho potencial (quem procurou emprego, mas excepcionalmente não estava disponível para trabalhar na semana de referência da pesquisa). 

Em todo país, os negros ou pardos representavam 54,9% da força de trabalho no país (57,7 milhões de pessoas) e os brancos, 43,9% (46,1 milhões). Entretanto, a população preta ou parda representava 64,2% dos desocupados e 66,1% dos subutilizados. Além disso, enquanto 34,6% da população ocupada de cor branca estava em ocupações informais, para os trabalhadores pretos ou pardos, este percentual atingiu 47,3%.

A taxa composta de subutilização da população negra e parda (29,0%) era maior do que a dos brancos (18,8%). A desigualdade persistia mesmo quando considerado o recorte por nível de instrução. Entre os que tinham pelo menos o nível superior, essa taxa era de 15,0% para os pretos ou pardos e de 11,5% para os brancos e entre os sem instrução ou com fundamental incompleto: 32,9% e 22,4%, respectivamente.
Fonte: Tribuna do Norte