Natal teve a quarta maior alta no preço da cesta básica entre as capitais brasileiras em 2019, comparado com 2018. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as altas mais expressivas, entre dezembro de 2018 e 2019, foram registradas em Vitória (23,64%), Goiânia (16,94%), Recife (15,63%) e Natal (12,41%).

Apesar disso, a capital potiguar ainda tem a quarta cesta básica mais barata entre as 17 cidades pesquisadas, custando média de R$ 383,76. Entre novembro e dezembro, os preços dos gêneros alimentícios aumentaram, em média, 10,31% na cidade.
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Segundo a pesquisa, em 2019, oito produtos tiveram alta acumulada de preço em Natal: banana (69,77%), feijão carioquinha (54,91%), carne bovina de primeira (27,51%), óleo de soja (8,33%), açúcar refinado (4,07%), leite integral longa vida (2,67%), manteiga (1,53%) e pão francês (0,65%). O valor médio do arroz agulhinha não sofreu alteração. Já as diminuições de valor foram registradas no tomate (-22,93%), farinha de mandioca (-10,61%) e café em pó (-8,29%).

Entre novembro e dezembro, houve elevação do preço médio do tomate (19,23%), feijão carioquinha (19,13%), carne bovina de primeira (17,12%), banana (15,52%), farinha de mandioca (3,25%), leite integral longa vida (3,22%), arroz agulhinha (1,63%), e pão francês (1,08%). Quanto aos preços do café em pó (-2,93%), açúcar refinado (-1,71%), óleo de soja (-0,24%) e manteiga (-0,15%) diminuíram.

Em dezembro de 2019, o trabalhador natalense remunerado pelo salário mínimo comprometeu 84 horas e 36 minutos da jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais, tempo maior que o de novembro, quando ficou em 76 horas e 41 minutos. Em dezembro de 2018, o tempo comprometido foi de 78 horas e 44 minutos.

Entre novembro e dezembro de 2019, o valor da cesta subiu em todas as cidades, com destaque para Goiânia (13,64%), Rio de Janeiro (13,51%) e Belo Horizonte (13,04%). Em dezembro de 2019, o maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado no Rio de Janeiro (R$ 516,91), seguido por Florianópolis (R$ 511,70) e São Paulo (R$ 506,50). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 351,97), Salvador (R$ 360,51) e João Pessoa (R$ 373,56).
Fonte: Tribuna do Norte