Imagem: Edmar Barros/Estadão Conteúdo

Fonte: JP

O avanço da lama da Vale pelo Rio Paraopeba fez acidade de Pará de Minas decretar situação de emergência nesta terça-feira (05). Principal fonte de captação de água da cidade, o rio foi atingido por rejeitos de minério após o rompimento da barragem em Brumadinho, no último dia 25.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, a especialista em Água da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, afirmou que “infelizmente a situação pode piorar” por conta das chuvas que farão com que “rejeitos finos” cheguem mais rápido a pontos afastados de Brumadinho, além dos demais poluentes que o rio já recebia.

“É difícil dizer qual será a capacidade de regeneração da bacia do Paraopeba e em que proporções chegará ao Rio São Francisco”, destacou. A chegada dos rejeitos dependerá, portanto, das chuvas, que podem levar de forma célere os rejeitos ao São Francisco. “O grosso foi parando em barramentos, termoelétrica acima de onde estamos [Médio Paraopeba],mas não vai ficar contido por muito tempo. Cada vez que chover esses rejeitos vão descer”, alertou.

Quanto aos ribeirinhos, Malu Ribeiro ressaltou que a situação é de alerta. “Essa comunidade deve ficar assim principalmente em relação ao efeito dominó de dano ambiental como esse”, disse. Entretanto, segundo a especialista, diversos municípios possuem outros mananciais para suprir o déficit do Paraopeba.