O programa eleitoral na TV do governador Robinson Faria, candidato à reeleição pelo PSD, expôs nesta segunda-feira, 24, o inquérito aberto pelo Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, candidato ao Governo pelo PDT. A investigação, que corre em sigilo, apura se o ex-prefeito teria acertado o recebimento de propina para avalizar o aumento de 8,96% nas passagens de ônibus, concedido em maio. A vantagem indevida deveria ser paga por Agnelo Cândido, presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Natal (Seturn), para a campanha de Carlos Eduardo ao Governo.

A propaganda de Robinson revelou também que empresas de ônibus têm dívidas com a Prefeitura do Natal que superam a marca dos R$ 74 milhões. O débito, segundo o programa eleitoral do governador, nunca foi cobrado pela gestão de Carlos Eduardo.

De acordo com dados apresentados pelo programa, a empresa Nossa Senhora da Conceição é a que tem o maior débito. São R$ 29,9 milhões devidos à Prefeitura do Natal. A segunda é a Transflor, cuja dívida ultrapassa os R$ 18 milhões. Já os débitos da Reunidas e da Santa Maria juntos somam mais de R$ 25,7 milhões. Os dados são baseados em informações da própria Secretaria Municipal de Tributação (Semut), segundo a campanha do adversário.

O programa de Robinson  questiona o motivo de todos esses valores até agora não terem sido cobrados pelo executivo municipal. E pôs também em dúvida a capacidade de gestão de Carlos Eduardo.

A propaganda de Robinson apresentou também, no programa desta segunda-feira, 24, o trabalho feito pela atual gestão estadual para a população da Zona Norte de Natal, como o Anel Viário Metropolitano e avenidas, as obras de saneamento, Central do Cidadão, reconstrução da sede da UERN, Restaurante Popular e diversas outras ações.