Fonte: Diário do Poder

A rainha Elizabeth, da Inglaterra, convocou reunião nesta segunda-feira (13) com o príncipe Harry para discutir o afastamento dele e de sua mulher, Meghan, das funções na realeza britânica, anunciado na semana passada.

Além de avó e neto, participarão do encontro em Sandringham, na residência privada da rainha, o pai de Harry (príncipe Charles) e seu irmão, William. Meghan está no Canadá com o filho, Archie, e deve participar por teleconferência. Harry é apontado como o neto favorito da rainha.

A decisão do casal foi uma surpresa para Elizabeth 2ª, 93, que disse a interlocutores não ter sido consultada. Em uma publicação no seu canal oficial no Instagram, o duque e a duquesa de Sussex, como são conhecidos formalmente, escreveram que tomaram a decisão após “muitos meses de reflexão e discussões internas”.

Depois da publicação, o Palácio de Buckingham divulgou uma nota afirmando que são “questões complicadas” e que as conversas sobre as possíveis mudanças ainda estavam em estágio muito inicial.

Segundo a imprensa britânica, a rainha teria pedido à família que encontre uma solução para o desejo de seu neto, o sexto na ordem de sucessão ao trono, de obter independência financeira e viver parte do ano no Canadá.

É esperado um clima tenso para o encontro, uma vez que a família soube da decisão pela imprensa.

A negociação dos planos envolveu os governos britânico e canadense. De acordo com o Sunday Times, a reunião abordará questões práticas, como a renda do casal, os títulos reais e que tipo de trabalho os dois poderão fazer – o que atualmente é vetado pelas normas da coroa britânica.

Meghan e Harry abriram mão de seu subsídio mensal, embora tenham expressado vontade de manter seus títulos como duques, proteção policial e uso do Frogmore Cottage, uma casa nos terrenos do Castelo de Windsor, a oeste de Londres, cuja reforma foi paga com 2,4 milhões de libras (cerca de R$ 13 milhões) do tesouro.

Além disso, o casal registrou a marca “Sussex Royal”, que abrange vários campos: de cartões postais a roupas, passando por consultoria ou campanhas de caridade.

“Esse desejo de Harry e Meghan de viverem ao mesmo tempo como príncipes, mas desfrutando dos privilégios de cidadãos anônimos, é uma mistura tóxica”, disse o especialista em finanças reais David McClure.

“Como você pode estar metade dentro e metade fora? Como assumir funções públicas durante uma parte da semana e a outra metade ganhar dinheiro com palestras ou livros? É muito arriscado”, afirmou.