Fonte: G1

Pesquisadores da Universidade de São Paulo e Harvard divulgaram nesta quinta-feira (8) uma descoberta que contradiz a principal teoria do povoamento da América. Com ajuda da extração de DNA de fósseis enterrados por mais de dez mil anos, ele puderam avaliar o código genético dos fósseis para descobrir quem são nossos antepassados.

“Até muito recentemente era praticamente impossível do ponto de vista técnico extrair DNA de ossos muito antigos. Porque no ambiente tropical que a gente vive há a degradação da matéria orgânica de forma geral e isso também se aplica ao DNA. Ela é muito intensa”, disse André Strauss, Professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.

O trabalho foi feito em conjunto pela USP, pela Universidade Harvard e pelo Instituto Max Planck, da Alemanha. Os cientistas estudaram nove ossadas humanas da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Dos mesmos sítios arqueológicos de Luzia, a ossada de uma mulher que teria vivido há mais de 11 mil anos e é considerada a primeira brasileira.

‘Novas’ feições do povo de Luzia

O fóssil de Luzia- o humano mais antigo da América do Sul- foi encontrado nos escombros do Museu Nacional no Rio e tinha desaparecido no incêndio que destruiu o museu no ínicio de setembro.